Uma noite Imortal - David Coimbra
Quem disse foi o técnico Mano Menezes:
- A torcida do Grêmio é melhor do que a do Boca.
Mano sabe do que fala. Quando sai de Porto Alegre, o Grêmio tem saudade da sua torcida. O time joga como se tocado pela melancolia dos amantes apartados. Por mais bravo que seja, fracassa.
Mas, quando está em sua casa, cercado pela pedra dura do velho Olímpico, ouvindo o canto incessante da Geral, rodeado pelo azul-celeste da sua bandeira, o Grêmio é imbatível. Assim tem sido, nesse ano. Na capital dos gaúchos, o Grêmio faz o que precisa fazer. Tinha de golear o Caxias por 4 a 0; o Grêmio goleou. Tinha de bater Santos e São Paulo por 2 a 0; o Grêmio bateu um e outro. Tinha de derrotar o Cerro por qualquer placar; o Grêmio o derrotou. Tinha de vencer o Defensor, nem que fosse nos pênaltis; e foi como o Grêmio venceu.
Agora, porém, o adversário é mais forte, o poderoso Boca Juniors, pentacampeão da Libertadores. E a necessidade, maior: três gols de diferença no tempo regulamentar e mais vitória simples na prorrogação, ou pênaltis.
Qualquer outro clube, em qualquer outra parte do mundo, estaria abatido.
A torcida do Grêmio, não. A torcida do Grêmio, ao contrário, parece ainda mais entusiasmada com o desafio. A dificuldade é maior? Tanto melhor: torna a conquista mais saborosa, mais gloriosa, mais imortal. E é isso que a torcida do Grêmio almeja: a imortalidade. Não basta uma vitória, não basta um título. A tarefa deve ser impossível. Ao menos para os outros. Para o Grêmio não será. Não diante da sua torcida, a melhor das torcidas, uma torcida que ganha jogo e ganha taça.
Uma torcida imortal.
- A torcida do Grêmio é melhor do que a do Boca.
Mano sabe do que fala. Quando sai de Porto Alegre, o Grêmio tem saudade da sua torcida. O time joga como se tocado pela melancolia dos amantes apartados. Por mais bravo que seja, fracassa.
Mas, quando está em sua casa, cercado pela pedra dura do velho Olímpico, ouvindo o canto incessante da Geral, rodeado pelo azul-celeste da sua bandeira, o Grêmio é imbatível. Assim tem sido, nesse ano. Na capital dos gaúchos, o Grêmio faz o que precisa fazer. Tinha de golear o Caxias por 4 a 0; o Grêmio goleou. Tinha de bater Santos e São Paulo por 2 a 0; o Grêmio bateu um e outro. Tinha de derrotar o Cerro por qualquer placar; o Grêmio o derrotou. Tinha de vencer o Defensor, nem que fosse nos pênaltis; e foi como o Grêmio venceu.
Agora, porém, o adversário é mais forte, o poderoso Boca Juniors, pentacampeão da Libertadores. E a necessidade, maior: três gols de diferença no tempo regulamentar e mais vitória simples na prorrogação, ou pênaltis.
Qualquer outro clube, em qualquer outra parte do mundo, estaria abatido.
A torcida do Grêmio, não. A torcida do Grêmio, ao contrário, parece ainda mais entusiasmada com o desafio. A dificuldade é maior? Tanto melhor: torna a conquista mais saborosa, mais gloriosa, mais imortal. E é isso que a torcida do Grêmio almeja: a imortalidade. Não basta uma vitória, não basta um título. A tarefa deve ser impossível. Ao menos para os outros. Para o Grêmio não será. Não diante da sua torcida, a melhor das torcidas, uma torcida que ganha jogo e ganha taça.
Uma torcida imortal.

1 Comments:
Quando joga contra times de verdade: INTER 1x0 (Iarley) e BOCA 2x0 (Riquelme - 2), mesmo no Chiqueirão, o gaymio tomba.
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Anônimo, at 09:51
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