
Fiz a experiência que havia planejado já no final de 2006, de jogar simultaneamente cavados e rápidos no 1º semestre de 2007. As conclusões a que cheguei não foram lá muito surpreendentes. Em primeiro lugar não mudei em nada minha opinião sobre os rápidos, e eles seguem sem o poder de me encantarem mais do que os cavados por todos aqueles motivos que já várias vezes explicitei, mesmo que até título de Copa eu tenha decidido neste período, sem ter a dedicação que outros tem com a modalidade. Os rápidos se distanciam um tanto demais da realidade do futebol do qual se originam e isso não me é simpático. Lembro de um lance em especial que me marcou neste sentido, aquele em que não acertando na bola um tiro de muito longe, meu “jogador” bateu na trave, atravessou de volta a mesa e “cometeu” uma falta num adversário que estava na linha divisória do campo. Isto seria possível no cavado ? Isto aconteceria no futebol que costumamos assistir nos gramados ou pela televisão ? Ou naquele futebol que jogamos aos finais-de-semana ? A ação do imponderável é excessiva nos rápidos e isso é no mínimo desconfortável. Mas de fato o que se observa também nas competições externas como foram o Estadual e o Centro Sul-Brasileiro, é que aquele que se dedicar de fato a modalidade, alcançará na prática os mesmos resultados que obtinha na outra modalidade, é só uma questão de tempo e adaptação. As exceções ficam por conta de jogadores diferenciados, que jogarão rápidos e cavados simultaneamente sem acusarem suas nuances, mas estes são reconhecidamente muito poucos.
O rápidos são de fato uma novidade no Rio Grande do Sul, embora mais jogados no restante do país e certamente tem seu espaço garantido por aqui, mesmo que menor do que o dos cavados. Já atingiram talvez com uma rapidez que surpreendeu até mesmo os mais ferozes críticos, um determinado teto que terá dificuldades de superar entre os gaúchos, seja em competições da FGFM, seja em certames internos das Entidades. Hoje um campeonato de rápidos em clube necessita ainda de uma soma de esforços, de jogadores convidados, para ter um melhor corpo, e não há, num curto espaço de tempo nada que possa vislumbrar uma alteração significativa nesta realidade. Mas o importante é que a modalidade veio para ficar, tem os seus adeptos e plenas condições de sobreviver, sem a euforia do “boom” inicial e que era perfeitamente natural, mas nos parâmetros que hoje se mostram. É importantíssimo que o Estado possa ser muito bem representado no Brasil nas competições de rápidos, e que possa estar nelas em condições de vencer, pois essa é a tradição do Futebol de Mesa Gaúcho.
Pra encerrar, difícil não chamar a atenção para a página da história do futebol mundial que certamente o Grêmio mais uma vez irá escrever nesta final de Libertadores. É um time que não se preocupa apenas em vencer ou festejar títulos, mas como fazê-lo, para que o tempo seja sempre muito bonito para quem quiser dele se servir.

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