
Escrever em qualquer mídia é expor-se, a críticas e elogios. Óbvio demais, mas não é apenas isso. Emitir conceitos e opiniões é aceitar o contra-ponto, venha ele no formato de mero antagonismo, venha ele travestido de “flauta”, ou de iradas e às vezes ilimitadas observações. Quem escreve não deve perder o horizonte disso, e mais, deve preocupar-se em permitir o contra-ponto, e por isso os espaços conhecidos como “guest-books” são fundamentais. Engessá-los ao fácil e repetido elogio as nossas “virtudes” é patrocinar a hipocrisia. Se restritos ao campo esportivo, no caso do Futebol de Mesa e outros esportes, ou ao tema proposto, não representa nenhum problema que sejam como são todos os espaços de expressão da internet, desprovidos de identificação, no máximo de um “nick name”. Os excessos, os “post” que invadem situações pessoais e que nada correspondem aos temas, cabe a cada um dos Editores gerenciar. Mas mesmo quando forçados à deletar eventualmente uma ou outra postagem, também é necessário por parte de quem escreve, uma avaliação criteriosa sobre o que foi escrito. Ao tempo em que alguns geram conceitos, expressam sérias opiniões ou simplesmente usam do livre arbítrio da corneta, alguns transbordam sentimentos inconfessáveis, que mesmo aparentemente carregados, são apenas a mais pura tradução da impossibilidade de outra forma de manifestação e de outras impossibilidades pessoais e que por isso mesmo devem ser respeitadas. Nem tudo pode permanecer publicado, infelizmente, mas tudo pode ser compreendido, até mesmo aquilo que num primeiro momento seja classificado como imperdoável. Todos possuem o direito a dor, e a alguma forma de atenuá-la, a alguma forma de compensação.

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