
Esse é um momento de reflexão, certamente de reverência, de um quase silêncio, quase. Na última sexta-feira o Nilson do Círculo Operário Pelotense - COP nos deixou, aos 35 anos. Procurei em minhas anotações algum jogo entre nós, e apesar da participação comum em Taça RS, Estadual Especial, Estadual de Equipes e Centro-Sulbrasileiro, não encontrei uma só partida. Mas além da convivência rara em chaves separadas nas competições (ele classificava e eu ficava pelo caminho), lembro de dois ou três encontros com o Nilson na cidade de Pelotas, em viagens profissionais que fiz a zona sul do Estado. Um em especial, no hall de um hotel, cedo da manhã. Conversa boa, direta, o Nilson parecia um cara cordial mesmo que seus traços fossem de poucos sorrisos. Na mesa um jogador competitivo, de muita qualidade e ruidosas comemorações de gols. No ano passado, se eu não estiver enganado, o Sergio Cruz também nos deixou, vitimado por longa doença. Jogava no Grêmio e estava muito longe das aptidões do Nilson, mas era sobretudo um bom proseador, gente boa e um amante do Futebol de Mesa. A média de idade de nossos jogadores é alta, não há renovação e muito menos uma política oficial de divulgação que nos permita imaginar que um dia esta renovação acontecerá. Os espaços na Internet por mais críticas que uns possam fazer, tem sido o único meio de difusão do botonismo. Não há uma preocupação de fato com o futuro do futmesa. Saudamos escassas exceções como o jovem Juliano Castilhos no Grêmio, o Renatinho agora no Círculo Militar, um ou dois meninos em Bagé. O que existe de semelhante nos desaparecimentos do Nilson e do Sergio, além é claro da dor de familiares e amigos que é o principal, é sem dúvida, que levam para onde tenham ido, uma parte importante do nosso esporte.
Marcadores: Futebol de Mesa

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