
Cavados ou rápidos? Não se trata aqui de discutir gostos, pois tem futmesista que prefere a plasticidade dos rápidos e aqueles que defendem a competitividade dos cavados. O colunista, que nesta temporada jogará as duas modalidades, prefere os cavados pela simples razão de estarem mais próximos do jogo-mãe, o futebol. Que jogador bate na bola e depois anda outros 20 metros saindo pelas laterais, ou fundo do campo, ou ainda empurrando depois de toda esta trajetória um, dois ou mais adversários ou companheiros para fora do gramado? Isto acontece nos rápidos, e não no cavado. Mas falo, no entanto de outro debate que envolve as duas modalidades. Jogá-las de forma quase que simultânea numa mesma temporada prejudica o desempenho técnico dos botonistas ? Talvez. Penso que o fora-de-série não sentirá tanto os efeitos, mas o jogador médio, no qual me incluo e grupo onde estão a maioria dos técnicos, certamente sentirão os efeitos de jogar cavados e rápidos juntos. São jogos completamente diferentes, que exigem técnicas diferentes, botões diferentes e fundamentalmente um raciocínio tático diverso. Jogar rápido com o “vício” do raciocínio do cavado é impossível de dar certo, e o inverso é verdadeiro. Só com um nível de concentração muito grande e que permita a reciclagem a cada jogo tem a capacidade de atenuar os prejuízos desta variável e isso é muito difícil de ser alcançado. Já vimos no Grêmio alguns excelentes jogadores de cavados experimentar uma redução nos seus rendimentos técnicos quando passaram a jogar também os rápidos. Eu mesmo, neste início de temporada, apesar de ter conseguido chegar a decisão das duas copas de abertura oficial Gremista, primeiro nos rápidos e depois nos cavados, tenho a nítida impressão de um declínio nos cavados onde antes jogava com exclusividade. O que não discuto, é que com o tempo, os rankings de cavados e de rápidos se assemelharão muito, se todos atuarem nas duas modalidades. Se você é um bom jogador de cavado, será um bom jogador de rápido com a seqüência e o mesmo serve na situação inversa. É claro que pequenos detalhes nos fundamentos poderão melhorar ou piorar o jogador para determinado tipo de jogada, mas não mais do que isso. Mas ainda acredito que jogando exclusivamente uma ou outra modalidade, o desempenho será melhor. Enfrentando no primeiro semestre esta simultaneidade, vou esperar para ver no que vai dar e se as teses na prática acabam ou não se confirmando. Certamente voltaremos ao tema. Um abraço e até a próxima.
Marcadores: Futebol de Mesa

1 Comments:
Caros amigos,
Não vou entrar no mérito de qual modalidade é melhor (livre ou liso), a minha preferência é pelos lisos, entretanto jogo simultaneamente as duas modalidades com o mesmo time, o que entendo ser o mais adequado, pois treino apenas a regulagem da força em função da variável velocidade, permanecendo constante a variável peso dos botões, ou seja, tenho nesta situação apenas uma variável, enquanto se o time fosse outro (cavado) eu teria além da variável velocidade a variável peso para regulagem da força. Não devemos comparar as modalidades (livre e liso) com o futebol, pois o exemplo mencionado pelo editor para comparação com os lisos foi muito específico (jogador chuta a bola e sai para a lateral), podemos também escolher um exemplo específico para comparar aos livres, como quando uma bola sai para a linha de fundo, em chute do adversário, todos os demais jogadores não retornam às posições estratégicas de defesa. Não podemos fazer estas comparações com o futebol para justificar a escolha de uma modalidade. Ambas as modalidades requerem técnica e precisão, não há como negar, entretanto a modalidade de lisos é um pouco mais difícil de aprender, pelo menos para nós aqui do sul que sempre tivemos a cultura do botão cavado. Um abraço a todos.
César Keunecke - Taquaral FM
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Anônimo, at 12:09
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