27.6.07


Todo o esporte tem um certo grau de imponderabilidade, alguns mais e outros menos. É assim no tênis quando a bola pega na fita e cai para um lado ou outro na quadra, no basquete quando a bola roda por vários segundos no aro da cesta e cai ou não, no vôlei quando na cortada pega na “antena” e após na quadra ou não. Mas como se pode observar nestes casos, é uma variável menor do que no futebol, por exemplo, onde por reunir um maior número de participantes, no campo, tem aumentado seu grau de imprevisões. No Futebol de Mesa não é diferente, e na modalidade cavado o “imponderável de Almeida” deve rondar a casa dos 20, 25% do resultado final. Mas esta proporção aumenta muito, quando a velocidade do jogo é maior, quando se está sempre obrigado a jogar na bola e na 1ª bola como é o caso dos rápidos, que após “jogados”, não se sabe quase sempre onde irão parar. Certamente essa imprevisibilidade no resultado final das ações dobra, ou mais do que isso, quase triplica, incidindo fortemente quando não decisivamente no placar do confronto. Como me disse o Coordenador dos rápidos (liso) do Grêmio Rafa Tosh, é isso que faz a modalidade ainda mais apaixonante. Tem todo o meu respeito, afinal jogar uma ou outra modalidade, contar mais ou menos com a imponderabilidade, é um direito legítimo e inalienável da cada botonista, só não muda a realidade dos fatos.

Falando em rápidos, decepcionou um pouco o baixo número de participantes da Copa Grêmio disputada no último sábado, apenas 10 técnicos. O campeonato longo terminou com 15 jogadores. A Copa Homenagem terá 16 “managers”. Até os críticos esperavam que ao longo de sua 2ª temporada, os rápidos já estivessem consolidados. Deve levar ainda algum tempo, notadas também as dificuldades do Estadual e do Centro Sul-Brasileiro.

Talvez tenha chegado à hora do Futebol de Mesa do Grêmio buscar critérios para permitir a participação dos mais variados técnicos em suas competições. O que se assiste no momento é um descontrole, onde quem paga somente uma taxa de inscrição para uma competição, termina tendo os mesmos direitos de um sócio mensalista, seja do futmesa, seja do clube. Os convites feitos a jogadores de fora sem maiores parâmetros, ou Gremistas filiados em outras entidades são também um complicador que merecem uma maior reflexão. Não são jogadores melhores do que os que o Grêmio possui, tanto que seus históricos nas entidades para os quais migraram não corresponde a nenhuma expectativa diferenciada em relação ao que jogavam no clube. Hora de rever esta situação antes que fique ainda pior.


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