18.4.07


Já venho a algum tempo bastante preocupado com o futuro do Futebol de Mesa. O Estadual de Sênior e Juniores disputado no último final de semana em Guaíba apenas aprofundou estas preocupações. A competição não ganhou um único espaço em nenhum veículo de imprensa, não houve visitantes para assistir, o campeonato de Juniores nem mesmo aconteceu devido à falta de inscritos e a Federação Gaúcha de Futebol de Mesa, ao invés de algum pronunciamento no sentido de sinalizar uma reação, ou mesmo apenas também de expressar seus temores, preferiu no final do evento pronunciar um discurso que se tem algum mérito, é apenas o de aprofundar ainda mais as divisões internas de grupos e dificultar ainda mais alguma chance de uma coesão entre a meia dúzia que vem participando. Saí da competição não só preocupado com a extinção do esporte nos próximos anos, mas pela primeira vez convencido que não será outro o destino se mudanças radicais não acontecerem. Se a renovação antes passava “apenas” por um projeto institucional de mídia e incentivo a prática do Futmesa, me parece que antes de tudo, passa por uma necessária mudança de nossos quadros dirigentes. A execução pura e simples do calendário oficial da FGFM com a realização correta dos eventos e a gestão adequada de seus recursos, não atendem mais as necessidades de manutenção do esporte. Precisamos urgentemente de gente nova a dirigir os destinos dos botonistas gaúchos, gente disposta a uma política agressiva de relações com a mídia em todos as suas formas, disposta a revisar os tipos de competições e seu calendário, a criar incentivos juntos aos jovens e a jogadores afastados que possam ser resgatados, está enfim superada a hora do Futebol de Mesa ser completamente repensado no Rio Grande do Sul. O Estadual Sênior reuniu o que já houve de melhor no botonismo do sul algum dia, mas que hoje claramente deve se resumir ao prazer de jogar, de um papo amigo e de algumas boas cervejas geladas. Vamos dar espaço para que os “ menos experientes “ assumam o comando do esporte para que ele possa adquirir uma nova fisionomia, tão necessária a sua sobrevivência.

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