
Há sim uma crise de participação no Futebol de Mesa do Grêmio, mas paradoxalmente, não é uma crise Gremista. De 2006 para 2007 mais de 15 jogadores deixaram de jogar esta ou aquela modalidade ou mesmo deixaram o clube. Dois deles foram suspensos, dois deixaram o Grêmio para jogar em outras entidades, 5 trocaram de modalidade, e entre 9 ou 10 pararam por motivos diversos, estudo, profissão ou outras prioridades. Não há como dissimular que as Copas de abertura foram minguadas e que as competições longas estão extremamente enfraquecidas. Mas é necessário também dizer que a grande maioria das entidades teria fechado diante de tal êxodo, mas o Grêmio permanece praticando e promovendo o esporte.
Eu próprio na realidade tinha dúvidas quanto aos benefícios do final das divisões nestes campeonatos (os longos), as tais séries ouro e prata e a aplicação do chamado formulão com fase classificatória colocando todos os gatos no mesmo balaio numa 1ª fase, como acontece agora. A questão foi levantada esta semana no site Gothe Gol em matéria onde Ricardo Acunha diz ser este o centro da motivação do esvaziamento, principalmente dos cavados. Penso mesmo que sérias medidas devem ser tomadas imediatamente para reverter este fracasso de participação que afeta o início da temporada azul. Medidas que passam por uma maior integração de técnicos não havendo divisão de dias para cavados e rápidos (outro equívoco) e que passam também pela retomada das séries, hoje não tenho dúvida, entre outras questões menores. Mas só isso não resolverá o fenômeno da ausência de muitos.
Mas por quê então a crise de fato não é Gremista? Estou convencido de que a crise econômica que anda por aí batendo a porta de todos nós, é a maior responsável pela evasão. Reduz as possibilidades de lazer das pessoas, elimina empregos, reduz potenciais financeiros, embaraça o clima doméstico e ainda mais fortemente, transtorna o fator psicológico das pessoas que pouco se sentem à vontade para dias de diversão sem maiores compromissos. Jogar pensando nas responsabilidades, no aperto financeiro, na escola dos filhos, etc, não é tarefa fácil, desanima qualquer um. Nestas ocasiões se apressam os passos nos estudos regulares e naqueles que objetivam a aprovação em concursos públicos e cursos técnicos que qualificam, se aumenta à dedicação ao trabalho, se antecipa à entrada dos jovens no mercado para complementarem as rendas familiares, enfim. Se analisarmos com mais detalhes a lista de amigos que se afastaram do Grêmio, vamos identificar em quase todos um destes motivos de forma especial. A animosidade em relação a um ou outro botonista, a fórmula das competições, e o ambiente do clube, certamente passarão a ser motivos secundários, passarão quase que a margem das razões dos afastamentos. Vivemos cada vez mais uma outra realidade econômica e social. Precisamos ultrapassar o pequeno círculo do nosso esporte para compreender o quanto esta realidade afeta o dia-a-dia também do Futebol de Mesa e ainda afetará muito mais.
Uma boa Páscoa a todos e as suas famílias, e até a próxima.
Eu próprio na realidade tinha dúvidas quanto aos benefícios do final das divisões nestes campeonatos (os longos), as tais séries ouro e prata e a aplicação do chamado formulão com fase classificatória colocando todos os gatos no mesmo balaio numa 1ª fase, como acontece agora. A questão foi levantada esta semana no site Gothe Gol em matéria onde Ricardo Acunha diz ser este o centro da motivação do esvaziamento, principalmente dos cavados. Penso mesmo que sérias medidas devem ser tomadas imediatamente para reverter este fracasso de participação que afeta o início da temporada azul. Medidas que passam por uma maior integração de técnicos não havendo divisão de dias para cavados e rápidos (outro equívoco) e que passam também pela retomada das séries, hoje não tenho dúvida, entre outras questões menores. Mas só isso não resolverá o fenômeno da ausência de muitos.
Mas por quê então a crise de fato não é Gremista? Estou convencido de que a crise econômica que anda por aí batendo a porta de todos nós, é a maior responsável pela evasão. Reduz as possibilidades de lazer das pessoas, elimina empregos, reduz potenciais financeiros, embaraça o clima doméstico e ainda mais fortemente, transtorna o fator psicológico das pessoas que pouco se sentem à vontade para dias de diversão sem maiores compromissos. Jogar pensando nas responsabilidades, no aperto financeiro, na escola dos filhos, etc, não é tarefa fácil, desanima qualquer um. Nestas ocasiões se apressam os passos nos estudos regulares e naqueles que objetivam a aprovação em concursos públicos e cursos técnicos que qualificam, se aumenta à dedicação ao trabalho, se antecipa à entrada dos jovens no mercado para complementarem as rendas familiares, enfim. Se analisarmos com mais detalhes a lista de amigos que se afastaram do Grêmio, vamos identificar em quase todos um destes motivos de forma especial. A animosidade em relação a um ou outro botonista, a fórmula das competições, e o ambiente do clube, certamente passarão a ser motivos secundários, passarão quase que a margem das razões dos afastamentos. Vivemos cada vez mais uma outra realidade econômica e social. Precisamos ultrapassar o pequeno círculo do nosso esporte para compreender o quanto esta realidade afeta o dia-a-dia também do Futebol de Mesa e ainda afetará muito mais.
Uma boa Páscoa a todos e as suas famílias, e até a próxima.
Marcadores: Futebol de Mesa

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