3.1.07


Entra ano sai ano e o Futebol de Mesa não consegue vislumbrar um espaço maior do que obteve até 2006 e isso não é difícil de explicar. Afora situações isoladas atinentes a esta ou aquela entidade, pouco se pode esperar para o esporte também em 2007, além de um bom nível de organização, um calendário eficiente e bem conhecido entre os praticantes filiados e a tradicional organização da nossa FGFM (Federação Gaúcha de Futebol de Mesa), sempre impecável. Por que não há uma reação de fato diante da perda de espaço para entretenimentos eletrônicos e os jogos de computadores que fazem a cabeça dos mais jovens ? Por que não há solução ? Não há nem mesmo como amenizar a situação ? As "outras" formas de entretenimento vem dificultando a renovação do quadro de futmesistas, a média de idade está na casa dos 32 anos e o envelhecimento se acentuando a cada temporada. Na realidade uma reação dependeria de uma política de informação e divulgação do Futebol de Mesa em todos os meios possíveis, uma política institucional. Isso demanda tempo, contatos, visitas, persistência, uma verdadeira prospecção de espaços sabidamente difíceis de serem obtidos juntos aos meios de comunicação de toda ordem. Se difíceis, por isso mesmo mais ainda necessários para que o esporte desperte interesse nos mais novos e acorde às centenas de futmesistas adormecidos que certamente existem em cada canto. Talvez outras ações paralelas sejam igualmente necessárias diante da exaustão do atual modelo. Inovações de calendário, de tipos de competições, de apresentação de imagem, incentivos, etc. O ano de 2007 começa com uma questão antiga a ser respondida. Temos responsabilidade pelo futuro do esporte ? Ou isso ficará por conta daqueles que possam nos suceder, caso a sucessão se confirme ? O que parece é que nos damos por satisfeitos pelo nível de organização e qualidade alcançados já algum tempo, e de que isto garantirá o futuro do Futebol de Mesa em nosso Estado, embora o exemplo sirva também para o resto do país. Não tenho essa convicção. Até a próxima.

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